Pois é, os QR Codes (acrónimo do inglês Quick Response) estão cada vez mais na “moda”, apesar da sua origem remontar ao ano de 1994, e terem sido patenteados em 2000 pela Denso-Wave, uma empresa subsidiária da Toyota, que criou os QR Codes com o objectivo de acelerar o processo de leitura de códigos na produção de automóveis.

Estes códigos, cuja utilização é gratuita (sem necessidade do pagamento de direitos), armazenam informação que pode chegar até aos 7.089 caracteres numéricos, servem para reencaminhar os utilizadores, por exemplo, a um endereço de Internet através de um programa/aplicação que pode estar instalado/a num smartphone (isto para 99,9% dos casos) ou num PC, utilizando as câmaras fotográficas, webcams ou scanners para ler os códigos e posteriormente abrir o endereço que está associado ao código.

Podemos dizer que esta tecnologia chegou muito antes do seu tempo, e só agora, passados 17 anos, é que começamos a olhar para ela de uma forma diferente e a detectar o seu verdadeiro potencial, isto muito por causa da massificação dos smartphones que veio tornar possível a sua utilização em qualquer local (desde que haja rede) e a qualquer hora.

Actualmente, a utilização dos QR Codes consiste, na maioria dos casos,  na simples impressão dos códigos nas embalagens de produtos, direccionando os smartphones dos consumidores para os websites das marcas, um exemplo muito limitado da utilização desta tecnologia, dado o seu elevado potencial.

Tendo em conta que estamos a falar de uma tecnologia gratuita, em que qualquer pessoa pode utilizar criando os seus códigos, por exemplo aqui, podemos dizer que é uma tecnologia subaproveitada, mas que, felizmente, e timidamente vão surgido bons exemplos na sua utilização no mercado (ver vídeo no fundo da página).

Antes de seguirem os bons exemplos e se aventurarem na utilização desta tecnologia, consultem a lista dos 5 maiores erros na utilização dos QR Codes (pela Mashable) e não caiam neles:

1 – Não testar o código (erro básico)
2 – Alterar o código ao trabalhá-lo graficamente (para os designers)
3 – Reencaminhar o código para endereços não suportados por smartphones (sites em Flash não são recomendáveis)
4 – Colocar o QR Code em locais em que não há rede de telemóvel (tendo em conta que 99,9% dos utilizadores de QR Code utilizam um smartphones…)
5 – Não oferecer valor acrescentado (Proporcionem uma experiência ao utilizador)

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Créditos de Imagem: Qkies